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Agravo  
 
Paralisia Flácida Aguda
1/06/2006 | Susimeire Cabrera Massulo

PARALISIAS FLÁCIDAS AGUDAS /  PFA   -   UMA  PREOCUPAÇÃO DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

          Em  1994 o  Brasil  recebeu o Certificado da Erradicação da Transmissão Autóctone do Poliovírus Selvagem . Este fato foi de extrema importância para todos os  profissionais de saúde , envolvidos direta ou indiretamente nas ações de erradicação deste agravo em  nosso  país .

       Atualmente, as ações do programa de erradicação do poliomielite na fase pós certificação estão voltadas a prevenção da reintrodução do poliovirus selvagem em nosso país ,  uma vez que este ainda circula em diversos continentes.

A globalização, hoje um processo visível na realidade mundial , torna o fluxo de pessoas entre os diversos continentes um risco para a disseminação de muitas doenças , dentre elas o Poliomielite.

       Diante disto , é imprescindível a manutenção de  altas coberturas vacinais contra a poliomielite , bem como um  sistema de vigilância epidemiológica ativo e sensível , capaz de detectar e investigar todos os casos de PFA que ocorrem no país, e adotar  as medidas de controle adequadas frente aos casos suspeitos.

Assim sendo, enquanto houver circulação do vírus selvagem da poliomielite em outro continente, o risco continua existindo e cabe a Vigilância Epidemiológica e aos profissionais de saúde ligados á saúde   pública  manter a notificação de  todo e qualquer caso de paralisia flácida aguda em menores de 15 anos, independente da hipótese diagnóstica inicial .

È de fundamental importância que diante de uma notificação de um caso suspeito seja seguida a seguinte rotina :

­     Notificar a Vigilância Epidemiológica Estadual imediatamente (a PFA é um agravo de notificação imediata ) 

­     Coleta de 01  amostra de fezes no máximo até 14 dias do   inicio do  déficit motor  para pesquisa do poliovírus ;

­     Enviar as fezes para o Lacen /MS com a solicitação de exames devidamente preenchida, acompanhada de uma cópia da ficha de notificação /  investigação ;

­     Investigar o caso nas primeiras 48 horas após a notificação ;

­     Enviar a ficha de investigação para a Vigilância Epidemiológica Estadual , que se responsabilizará pelo lançamento da mesma no SINAN – W ;

­     Realizar a revisita após 60 dias - o paciente não apresentando seqüelas e exame negativo , o caso pode ser  encerrado ;

­     Em casos que apresentem sequelas após 60 dias, é necessário uma revisão de preferência com a neuropediatra de referência.

A  MANUTENÇÃO DE ALTAS COBERTURAS VACINAIS CONTRA A POLIOMIELITE, A NOTIFICAÇÃO OPORTUNA DE CASOS SUSPEITOS E O CUMPRIMENTO DOS INDICADORES DE QUALIDADE DA VIGILÂNCIA DAS PARALISIAS FLÁCIDAS AGUDAS SÃO A GARANTIA DA MANUTENÇÃO DA ERRADICAÇÃO DESTA DOENÇA DE NOSSO  PAÍS E DAS AMÉRICAS .



 
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