Métodos contraceptivos: saiba como acessar DIU e implante subdérmico pelo SUS em MS

  • Publicado em 16 jan 2026 • por Danubia Karinni Burema De Sousa •

  • Governo garante e financia a oferta gratuita dos métodos de longa duração, com acesso inicial feito nas Unidades Básicas de Saúde

    Com investimento do Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), o Estado garante a oferta gratuita dos LARCs (sigla em inglês para métodos contraceptivos de longa duração) pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O acesso aos métodos acontece a partir das UBSs (Unidades Básicas de Saúde) dos municípios, nas quais a mulher recebe orientação, passa por consulta com a equipe de saúde e inicia o acompanhamento necessário para a escolha do método mais adequado.

    O primeiro atendimento ocorre nas unidades básicas de saúde, por meio de consulta com a equipe de saúde, especialmente com enfermeiros e médicos. Nesse momento, a mulher pode expressar seu desejo em relação ao método contraceptivo e receber todas as orientações necessárias.

    “Durante a consulta, a mulher é orientada, fala sobre o desejo dela em relação ao método e recebe todas as informações: os prós, os contras, como funciona o procedimento e quais documentos são necessários”, explica a enfermeira e gerente de Saúde da Mulher da SES, Francielly Rosiani da Silva.

    Nesse processo, são explicados detalhes sobre o procedimento, possíveis efeitos e a necessidade de acompanhamento após a inserção ou início do uso do método, garantindo segurança e continuidade do cuidado, sempre respeitando a decisão da mulher.

    Em muitos municípios, a inserção já ocorre na própria UBS, desde que a unidade disponha de profissionais capacitados e estrutura adequada. Em outros casos, a Secretaria Municipal de Saúde organiza unidades de referência para a realização do procedimento.

    Política pública efetiva
    A Secretaria de Estado de Saúde orienta que a mulher procure o posto de saúde onde já é cadastrada e acompanhada. Esse vínculo facilita o atendimento e fortalece o acompanhamento ao longo do tempo. “O ideal é que ela vá ao posto onde já faz acompanhamento, onde recebe a visita do agente comunitário de saúde e onde a equipe já conhece a família e o território. Isso torna o atendimento mais próximo e facilita todo o processo”, reforça Francielly.

    Caso seja necessário, a própria UBS realiza os encaminhamentos dentro da rede do SUS, garantindo que a mulher continue sendo acompanhada.

    Nos últimos anos, a estratégia do Governo de MS de ampliar a oferta de métodos contraceptivos de longa duração como DIU e implantes subdérmicos, aliada à qualificação de profissionais da rede pública, vem apresentando resultados importantes.

    A SES intensificou capacitações e a distribuição dos métodos, fortalecendo a atuação da Atenção Básica e qualificando equipes para inserção destes procedimentos nas unidades de saúde.

    Esse movimento integrado contribuiu para que, entre 2022 e 2025, a taxa de gravidez na adolescência em MS tenha caído de 14,92% para 12,65%, contrariando a tendência nacional e marcando a menor taxa registrada na última década — reflexo da política pública que amplia o acesso, promove educação e fortalece a autonomia das mulheres em todo o Estado.

    Danúbia Burema, Comunicação SES
    Fotos: Arquivo SES

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    Saúde da Mulher

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