Publicado em 06 maio 2026 • por Danubia Karinni Burema De Sousa •
Encontro reuniu áreas estratégicas do SUS e instituições parceiras para definir diretrizes, fortalecer a vigilância em saúde e preparar o estado para responder a eventos climáticos extremos
Mato Grosso do Sul deu início à construção do Plano Setorial de Adaptação à Mudança do Clima no SUS, em articulação com o Ministério da Saúde, Coordenação-Geral de Mudanças Climáticas e Equidade em Saúde – CGCLIMA, no âmbito do Adapta-SUS. A iniciativa busca estruturar diretrizes e ações para preparar o sistema de saúde frente aos impactos dos eventos climáticos extremos no estado.
Nos dias 22 e 23 de abril de 2026, o Auditório do Conselho Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul sediou encontro estratégico que reuniu gestores, técnicos e representantes de instituições parceiras para subsidiar a elaboração do plano.
Participaram representantes de áreas como Atenção Primária, Atenção à Saúde, Vigilância em Saúde, Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, Vigilância Sanitária, Vigilância em Saúde Ambiental e Toxicológica, Cievs (Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde), Superintendência de Saúde Digital, Cetec (Coordenadoria de Tecnologia da Informação), Cieges (Centro de Informações Estratégicas para a Gestão Estadual do SUS), Diretoria-Executiva do Fundo Estadual de Saúde e Relações Institucionais, além do Distrito Sanitário Especial Indígena.
Também estiveram presentes instituições como Ouvidoria do SUS, Hemosul, Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública), Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e o Conselho Estadual de Saúde.
Durante a programação, técnicas do Ministério da Saúde apresentaram diretrizes nacionais de adaptação climática, destacando os impactos das mudanças do clima na saúde pública e a importância da organização territorial para resposta a eventos extremos, com foco em vulnerabilidade epidemiológica.
As discussões abordaram as potencialidades e fragilidades do território sul-mato-grossense, com ênfase na Vigilância em Saúde Ambiental e Toxicológica e nos desafios de integração entre áreas técnicas.
O coordenador da Vigilância em Saúde Ambiental e Toxicológica do estado, Karyston Adriel Machado da Costa, destacou a necessidade de planejamento intersetorial e do fortalecimento das capacidades locais do SUS para enfrentar eventos climáticos extremos. Já a coordenadora do Cerest (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador) Regional, Madalena da Silva Xavier, ressaltou os impactos das mudanças climáticas na saúde dos trabalhadores e a necessidade de adaptação dos ambientes laborais e de políticas preventivas.
Trabalho integrado
A construção do plano ocorre de forma participativa, com a contribuição das áreas técnicas na identificação de riscos prioritários e na definição de diretrizes iniciais, alinhadas às orientações nacionais do Adapta-SUS.
A iniciativa representa um movimento estratégico para fortalecer a capacidade de resposta do SUS em Mato Grosso do Sul, com foco na vigilância em saúde, vulnerabilidades de infraestruturas — e na adoção de medidas que garantam a continuidade dos serviços diante de eventos como ondas de calor, secas, enchentes e queimadas.
O AdaptaSUS representa uma estratégia essencial para fortalecer a vigilância em saúde e tornar o SUS mais resiliente diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, secas, enchentes e queimadas. A iniciativa busca adaptar serviços e infraestruturas de saúde para garantir seu funcionamento contínuo, além de monitorar riscos climáticos e seus impactos no adoecimento da população.
